Estratégias práticas ganham destaque após estudo acender alerta sobre o reganho de peso no pós-tratamento
por Redação | 26/04/2026 – 13h12
O uso do Mounjaro se consolidou como uma das principais alternativas médicas para perda de peso nos últimos anos, especialmente entre pacientes com obesidade e diabetes tipo 2. No entanto, um dado recente chamou a atenção: grande parte dos pacientes pode voltar a ganhar peso após interromper o tratamento, o que levanta uma questão direta — como manter os resultados no longo prazo?
A discussão ganhou força após publicação na JAMA Network Open, que analisou pacientes submetidos ao uso da tirzepatida e apontou que o reganho de peso está diretamente ligado à perda de benefícios importantes, como controle da pressão arterial, melhora do colesterol e da resistência à insulina.
O cenário reforça uma visão cada vez mais consolidada na medicina: o emagrecimento não termina quando o peso baixa — ele começa ali. Sem estratégia de manutenção, o chamado efeito rebote tende a acontecer, mesmo após tratamentos considerados eficazes.
Diante disso, especialistas destacam um conjunto de práticas que aumentam significativamente as chances de manter os resultados obtidos com o medicamento.
O primeiro ponto é o acompanhamento médico contínuo. Interromper o tratamento sem orientação tende a desorganizar o controle metabólico, especialmente em pacientes que já apresentavam resistência à insulina ou histórico de obesidade.
A alimentação passa a ter um papel ainda mais central. Não se trata apenas de reduzir calorias, mas de estruturar uma dieta consistente, com foco em proteínas, fibras e controle de picos glicêmicos. Esse tipo de organização ajuda a manter a saciedade e evita oscilações bruscas no apetite.
A atividade física também deixa de ser opcional. Exercícios regulares, principalmente aqueles voltados para ganho de massa muscular, ajudam a sustentar o metabolismo em níveis mais elevados, o que reduz a tendência de acúmulo de gordura.
Outro fator frequentemente negligenciado é o ambiente alimentar. Ter fácil acesso a alimentos ultraprocessados aumenta o risco de recaídas, enquanto um ambiente controlado favorece decisões mais conscientes no dia a dia.
O monitoramento do peso, por sua vez, funciona como um alerta precoce. Pequenos aumentos, quando identificados rapidamente, podem ser corrigidos antes de se tornarem um problema maior.
O sono e o aspecto emocional também entram na equação. Dormir mal e lidar com níveis elevados de estresse impactam diretamente hormônios ligados à fome e à saciedade, o que pode comprometer todo o processo de manutenção.
Além disso, o acompanhamento psicológico tem ganhado espaço nesse contexto, principalmente para tratar padrões de compulsão alimentar e comportamentos que favorecem o reganho de peso.
Em alguns casos, médicos avaliam a necessidade de continuidade do tratamento ou de estratégias complementares. A fabricante Eli Lilly reforça que a obesidade deve ser tratada como uma condição crônica, o que pode exigir acompanhamento prolongado.
