Escrito por Redação | 18 de julho de 2025 –14:14
Medidas determinadas por Alexandre de Moraes incluem restrições severas de mobilidade, bloqueio de redes sociais e proibição de contato com aliados e diplomatas.
Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Federal deu início a uma operação que teve como principal alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação atende a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou uma série de medidas restritivas contra o ex-chefe do Executivo.
Entre as determinações impostas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a suspensão do acesso e uso de redes sociais, e o recolhimento domiciliar no período entre 19h e 6h, inclusive aos finais de semana.
A decisão também proíbe Bolsonaro de manter contato com outros investigados, incluindo seu filho Eduardo Bolsonaro. Atualmente licenciado do cargo de deputado, Eduardo está nos Estados Unidos, onde busca apoio internacional contra as ações do STF e a favor de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Outra medida relevante é a proibição de que o ex-presidente se comunique com diplomatas ou visite embaixadas — algo interpretado como uma tentativa de impedir articulações internacionais consideradas prejudiciais ao Estado brasileiro.
Segundo o despacho de Moraes, há indícios de que Bolsonaro, junto a Eduardo, estaria agindo intencionalmente para pressionar governos estrangeiros a impor sanções contra autoridades nacionais.
A situação do ex-presidente reacende o debate sobre os desdobramentos judiciais envolvendo figuras centrais do cenário político brasileiro e promete acirrar ainda mais os ânimos entre apoiadores e opositores.
